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Melhor Link na Bio para Vender: Comparativo de 6 Ferramentas (Preço, PIX e Taxa)
Comparamos 6 ferramentas de link na bio pelo que importa pra quem vende: taxa por venda, PIX nativo, preço em real e limite do plano grátis. Nenhuma vence em tudo — a tabela mostra onde cada uma entrega e onde deixa a desejar, incluindo o que o linkid ainda não tem.
Comparativo de link na bio costuma listar recurso visual: quantos temas, quantos botões, se dá para trocar a fonte. Para quem vende, nada disso decide. O que decide é quanto sobra no fim do mês e se o cliente consegue pagar sem sair da página. Foi por esses dois critérios que montamos a tabela abaixo.
Aviso de transparência antes de qualquer número: o linkid é uma das seis ferramentas comparadas e é o produto desta casa. Por isso, todos os dados vêm de página oficial com data de coleta declarada, existe uma seção inteira listando onde o linkid perde, e uma concorrente gratuita aparece ganhando dele em preço. Comparativo em que a própria marca vence em tudo não serve para decidir nada.
O que decide o melhor link na bio pra quem vende?
Quatro critérios, nessa ordem: o cliente consegue pagar em PIX dentro da própria página; a plataforma retém ou não um percentual da venda; o preço é cobrado em real ou em moeda estrangeira; e o plano gratuito permite operar ou é só vitrine. Beleza de tema, quantidade de botões e efeitos de animação vêm depois — nenhum deles muda o dinheiro que entra na sua conta.
O peso do primeiro critério é maior do que parece. Cada etapa extra entre o "quero comprar" e o pagamento derruba conversão, e mandar o cliente para outro site, outro app ou para o direct é a etapa extra mais cara que existe.
O segundo critério é o que mais engana. Uma ferramenta gratuita que retém 9% de cada venda custa mais caro, em qualquer faturamento acima de duzentos reais por mês, do que uma mensalidade fixa de R$ 14,90. A etiqueta "grátis" na página de preços não diz nada sobre o custo real de operar — ela só diz onde a plataforma decidiu esconder a cobrança.
O terceiro parece detalhe e não é. Preço em moeda estrangeira significa três variáveis fora do seu controle ao mesmo tempo: a cotação do dia, o eventual IOF de 3,5% que o seu banco pode aplicar e o spread do emissor. Você nunca sabe o valor exato da próxima fatura, e não dá para orçar assim.
O quarto separa o marketing do produto. Quase todo mundo tem plano gratuito; o que muda drasticamente é o que ele libera. Grátis que só publica uma lista de botões é vitrine. Grátis que já permite cobrar é operação.
As 6 ferramentas comparadas (com data de coleta)
Todos os dados desta página foram coletados em 12/08/2026, diretamente nas páginas oficiais de preços e nas centrais de ajuda de cada ferramenta. Onde a página não informava o dado ou não abriu, a célula diz "não informado" — não preenchemos nada por estimativa.
As seis: linkid, Linktree, Beacons, Stan Store, Lynkdo e Linkeira.
Para converter os preços em dólar, usamos a PTAX de venda do Banco Central do fechamento de 11/08/2026: US$ 1 = R$ 5,1285, conferida na API oficial do Banco Central. Câmbio muda todo dia — a conversão abaixo é referência, não promessa.
Tabela: preço, taxa por venda e PIX lado a lado
| Ferramenta | Plano grátis | Plano pago (entrada) | Taxa por venda | Checkout PIX na página |
|---|---|---|---|---|
| linkid | Sim, R$ 0 (1 produto na loja) | R$ 14,90/mês ou R$ 130,90/ano | 0% em qualquer plano | Sim, nativo |
| Linktree | Sim, R$ 0 | R$ 22/mês (Starter) | 12% no Free, 9% no Starter e Pro, 0% no Premium (R$ 123/mês) | Não — Stripe, em dólar |
| Beacons | Sim, US$ 0 (≈ R$ 0) | US$ 10/mês (≈ R$ 51,29) | 9% no Free e no Creator, 0% do Creator Plus (US$ 30/mês) pra cima | Não |
| Stan Store | Não tem | US$ 29/mês (≈ R$ 148,73) | 0% de plataforma (taxa do processador à parte) | Não |
| Lynkdo | Sim, US$ 0 | US$ 5/mês (≈ R$ 25,64) | 8% no grátis, 5% no Criador, 3% no Pro, 1% no Criador Global | Não — Stripe |
| Linkeira | Sim, e é o produto inteiro | Não tem plano pago | 0% | Sim, nativo |
Coletado em 12/08/2026. Conversões em dólar pela PTAX de venda de 11/08/2026 (US$ 1 = R$ 5,1285). Preços em moeda estrangeira estão sujeitos a IOF de 3,5% se o seu banco classificar a cobrança como compra internacional.
Três ressalvas que a tabela não comporta:
- Lynkdo exibia, na data da coleta, o banner "Preços de Lançamento: Até 30% de desconto em todos os planos - Tempo limitado!". Os valores acima são os de tabela mostrados na página; o que você pagar pode ser menor enquanto a promoção durar.
- Linkeira oferece confirmação automática de pagamento como serviço opcional. Quem cobra por ela não é a Linkeira, é o gateway: pela declaração da própria Linkeira, "o gateway cobra ~R$ 1,99 por transação" quando você ativa o rastreamento via Asaas ou Mercado Pago. Sem esse opcional, a conferência é manual e não custa nada.
- Linkeira também relativiza o próprio "grátis pra sempre". A página diz, textualmente, "pra sempre é muito? então: por enquanto", e a FAQ deixa aberta a possibilidade de um plano pago futuro. Hoje não existe cobrança; amanhã pode existir.
Qual delas tem PIX nativo — e qual não tem
Das seis, duas permitem que o cliente pague em PIX sem sair da página: linkid e Linkeira. As duas são brasileiras. Não é coincidência.
As outras quatro — Linktree, Beacons, Stan Store e Lynkdo — processam pagamento pela Stripe, em dólar e cartão internacional. Isso significa três coisas para o seu cliente brasileiro: ele precisa ter cartão, precisa ter limite internacional liberado, e vai pagar IOF sobre a compra. Para um produto de R$ 40, essa fricção derruba a venda.
No caso do Linktree, existe uma camada a mais: a documentação oficial da central de ajuda lista 35 países onde a venda paga está liberada, e o Brasil não está entre eles. O detalhamento está em Linktree com PIX: dá pra receber?.
Vale distinguir dois tipos de PIX que aparecem misturados no mercado, porque a diferença muda o resultado:
- PIX como botão de chave. A ferramenta exibe a sua chave, ou gera um código com valor que o cliente digita. Resolve doação e cobrança avulsa, não resolve loja: não há vínculo entre o pagamento e o pedido, e o valor pode vir errado.
- PIX como checkout. O código nasce com o total exato do carrinho, o pedido é registrado com nome, contato e endereço do cliente, e a confirmação — manual por comprovante ou automática por gateway — atualiza o status do pedido. É o que dá para operar todo dia sem virar planilha manual.
Ao comparar ferramentas, pergunte qual dos dois cada uma entrega. A palavra "PIX" na página de vendas não distingue os dois casos.
Onde o linkid perde: o que falta hoje
Comparativo de marca sobre a própria marca só tem valor se disser o que falta. O que falta no linkid, em 12/08/2026:
- Não tem plano grátis com loja aberta. No gratuito, cabe 1 produto. A Linkeira entrega loja com PIX sem cobrar nada — se o seu critério é custo zero absoluto, ela ganha do linkid, sem discussão.
- Não tem cartão de crédito no checkout. O checkout do linkid é PIX. Cliente que só compra parcelado no cartão fica de fora, e nisso Beacons e Stan Store levam vantagem.
- Não vende para fora do Brasil. Público internacional que paga em dólar não é atendido. Para quem tem audiência gringa, Linktree e Stan Store fazem o que o linkid não faz.
- Não hospeda curso nem área de membros. Entrega arquivo digital, sim; ambiente de aulas com progresso e turma, não. Stan Store e Beacons são mais completos nesse recorte.
- Não emite nota fiscal. O linkid organiza o pedido e o recebimento; a obrigação fiscal continua inteira com você.
- Não tem aplicativo próprio. É web, funciona bem no celular, mas não há app na loja.
O que o linkid entrega em troca: PIX direto na conta do vendedor, zero taxa por venda em qualquer plano, preço em real de R$ 14,90 por mês e 169 modelos de cartão de visita digital — que nenhuma das outras cinco tem. A comparação frente a frente com o líder de mercado está em alternativa ao Linktree.
Como fizemos essa comparação, ferramenta por ferramenta
O método, para você poder refazer:
- Abrimos a página oficial de preços de cada ferramenta em 12/08/2026 e registramos o valor exibido, a moeda e o ciclo de cobrança.
- Para taxa por venda, fomos à central de ajuda oficial, não a resumos de terceiros — é onde o percentual está declarado e datado.
- Onde a página não abriu ou é renderizada de forma que não entrega o texto, deixamos "não informado" em vez de estimar.
- Convertemos valores em dólar pela PTAX de venda do Banco Central do fechamento anterior à coleta.
O que não entrou no comparativo, de propósito: opinião de usuário, nota de loja de aplicativo e "sensação de facilidade". São critérios reais, mas não são verificáveis por terceiros e mudam conforme quem responde. Preço, taxa e existência de PIX ou você confere na fonte ou não afirma.
Quatro nomes que apareceram na pesquisa e ficaram de fora, com o motivo de cada um:
- Bagy é plataforma de e-commerce completa e não tem produto de link na bio. A página oficial de planos, conferida em 12/08/2026, não menciona o recurso em lugar nenhum, e o antigo endereço
bagy.biorespondeu com erro de servidor na mesma data. - Metricool é ferramenta de gestão de redes cujo recurso de link na bio só existe nos planos pagos, com preço em euro e dólar, e o foco do produto é relatório, não venda.
- Linkora.bio publica, sim, tabela de preços pública — € 0 no gratuito, € 9 no Pro e € 19 no Business por mês, coletados em 12/08/2026. Ficou de fora por outro motivo: a página não menciona venda de produtos nem taxa de transação em nenhum plano. É agregador de links, não loja, e esta comparação é de quem vende.
- LinkAqui saiu da tabela porque o produto não existe. Fomos conferir o endereço e
linkaqui.com.bré uma agência de criação de sites em Sinop, no Mato Grosso, que vende landing page e site institucional sob orçamento — não é ferramenta de link na bio, não tem plano mensal e não tem checkout PIX. Os números que já circularam por aí atribuídos a ela não descrevem esse produto, e foram retirados daqui.
Qual escolher se você vende produto físico
Produto físico envolve estoque, frete e endereço. O filtro muda:
- Volume baixo, começando agora, orçamento zero: Linkeira. Grátis com PIX é difícil de bater.
- Quer controle de estoque, cupom, pedidos organizados e sem taxa: linkid, no Pro de R$ 14,90 por mês. Cada pedido entra com nome, WhatsApp, endereço, número do pedido e comprovante anexado — sem caçar comprovante no direct.
- Catálogo grande, dezenas de variações, frete calculado por CEP: nenhuma das seis resolve bem. Aí o caso é loja virtual de verdade, não link na bio.
Um alerta específico para produto físico: taxa por venda dói muito mais aqui do que em infoproduto, porque a margem já é comprimida pelo custo da mercadoria. Nove por cento em cima de um produto digital saem do lucro; nove por cento em cima de uma revenda com 30% de margem levam quase um terço do que sobrava. Se você compra para revender, taxa percentual é o pior modelo possível.
Se você ainda está decidindo entre vender pela bio, pelo direct ou por marketplace, o caminho está mapeado em como vender pelo Instagram sem site.
Qual escolher se você vende serviço ou infoproduto
Serviço e infoproduto não têm frete, e o gargalo vira outro: cobrar sem parecer amador e entregar rápido.
- Serviço cobrado em PIX, com sinal ou pagamento na hora: linkid ou Linkeira. Nas duas, o cliente vê o QR code e paga no app do banco.
- Infoproduto para público brasileiro: linkid entrega o arquivo após o pagamento, sem taxa por venda. A conta de 12 meses contra plataformas percentuais está em quanto cada plataforma cobra por venda.
- Infoproduto para público internacional, ou curso com aulas: Stan Store ou Beacons. Aqui o linkid não compete — é honesto dizer.
E se antes de escolher ferramenta você quiser entender o formato em si, o que colocar e como estruturar a página, comece pelo guia completo de link na bio.
Perguntas frequentes
Depende do seu orçamento e do que você vende. Pelos dados coletados em 12/08/2026, duas ferramentas têm checkout PIX dentro da própria página: Linkeira (gratuita, sem plano pago) e linkid (R$ 14,90/mês no Pro, com plano grátis limitado a 1 produto). As quatro estrangeiras da tabela cobram em dólar e processam por cartão internacional, o que trava a compra do cliente brasileiro.
Existe, mas leia com atenção o que é zero. Taxa zero de plataforma quer dizer que a ferramenta não retém percentual da venda. Se o pagamento for PIX direto na sua chave, não há intermediário nenhum e o valor cai inteiro. Se houver gateway de pagamento no meio, o gateway pode cobrar a parte dele — isso não é taxa da plataforma, mas sai do seu bolso do mesmo jeito.
Vale se o seu público paga em dólar. Se ele paga em real, você assume o custo do câmbio, possivelmente o IOF de 3,5% na fatura e a taxa de conversão do processador, sem ganhar nada em troca — e ainda entrega ao seu cliente um checkout de cartão internacional que boa parte do público brasileiro não consegue usar.
Varia muito. A Linkeira libera a loja com PIX no gratuito. O linkid permite 1 produto no gratuito. A Beacons libera a venda no grátis mas retém 9%. O Linktree tem a maior taxa da tabela no grátis (12%) e, para conta brasileira, a venda paga nem está habilitada. O Stan Store não tem plano gratuito nenhum. Não existe resposta única.
Calcule mensalidade × 12 e some faturamento anual × taxa por venda. Uma plataforma de R$ 0 por mês com 9% de taxa custa R$ 2.160 por ano em cima de R$ 24.000 vendidos; uma de R$ 14,90 por mês com 0% custa R$ 178,80. A mensalidade quase nunca é a maior parte da conta quando existe percentual por venda.
Pode, e às vezes faz sentido: uma página para o público internacional em cartão e outra para o público brasileiro em PIX. O custo é duplicar manutenção e ter dois endereços diferentes circulando. Para a maioria dos perfis, escolher uma e fazer bem feito converte mais do que manter duas pela metade.