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Quanto Custa o Linktree em Reais: os 4 Planos e o Que Ainda Sai em Dólar

O Linktree já cobra a assinatura em real no Brasil: R$ 22, R$ 42 ou R$ 123 por mês, conforme o plano, com desconto no anual. O que continua em dólar é a parte que vende — e vender pelo Linktree nem está liberado para conta brasileira. A conta completa está abaixo.

Quase todo comparativo de link na bio ainda repete que o Linktree cobra de US$ 8 a US$ 35 por mês. Fomos conferir na fonte, hoje, e o número mudou: para quem acessa a página de preços do Brasil, o Linktree exibe e cobra em real. A conta abaixo usa os valores que estavam no ar em 12 de agosto de 2026.

Quanto custa o Linktree, afinal?

O Linktree tem um plano gratuito e três pagos. Coletados na página oficial de preços em 12/08/2026, com o site já exibindo a moeda brasileira: Starter por R$ 22 por mês, Pro por R$ 42 por mês e Premium por R$ 123 por mês. Pagando o ano inteiro de uma vez, os mesmos planos caem para R$ 15, R$ 32 e R$ 94 por mês.

Ou seja: o Linktree deixou de ser um problema de câmbio na assinatura. O problema de câmbio migrou inteiro para o outro lado da operação — o lado em que você recebe dinheiro.

Os 4 planos do Linktree e o que cada um libera

PlanoMensalNo plano anual (por mês)Taxa por venda cobrada pelo Linktree
FreeR$ 0R$ 012%
StarterR$ 22R$ 159%
ProR$ 42R$ 329%
PremiumR$ 123R$ 940%

Preços coletados em 12/08/2026 na página oficial de preços do Linktree, com o site servindo a moeda BRL. Percentuais de taxa por venda coletados em 12/08/2026 na central de ajuda do Linktree, no artigo sobre taxas de transação e de processamento, com data de atualização de 22/10/2025.

O que separa os planos, na prática: o Free entrega a página de links e estatísticas básicas; o Starter libera personalização visual — links animados, redirecionamento, remoção de parte das limitações do gratuito; o Pro adiciona os recursos de análise mais completos e o aplicativo de celular; o Premium é o único que zera a taxa de venda do próprio Linktree e libera a loja de afiliados sem retenção.

Dois detalhes que a tabela sozinha não conta e mudam a leitura:

  • O salto de preço entre Pro e Premium é quase o triplo. R$ 42 para R$ 123 por mês, na cobrança mensal. Ninguém sobe esse degrau por recurso visual — sobe por causa dos 9% de taxa, que é o assunto da conta mais adiante.
  • A diferença entre mensal e anual é de aproximadamente 25% a 30%, dependendo do plano. Quem já decidiu ficar economiza escolhendo o ciclo anual; quem está testando paga o prêmio da flexibilidade.

A mudança de 2026: a assinatura já é cobrada em real

Esse é o ponto que a maioria dos textos em português ainda não atualizou. Ao carregar a página de preços a partir do Brasil, o Linktree devolve os valores com o símbolo R$ e o sufixo "BRL/mo" — a própria moeda de cobrança declarada, não uma conversão de vitrine.

Isso muda duas coisas de uma vez:

  • Você não fica refém da cotação do dia para saber quanto vai pagar no mês seguinte. O valor da assinatura é o mesmo em janeiro e em dezembro.
  • O argumento "é caro por causa do dólar" perdeu força. Se alguém for defender que o Linktree sai caro, tem que defender com o número em real mesmo: R$ 42 por mês no Pro é mais do que o triplo de uma assinatura brasileira de R$ 14,90.

Vale a ressalva honesta: preço regionalizado muda sem aviso. O número acima vale para a coleta de 12/08/2026. Antes de decidir, abra a página de preços e confira o valor que aparece para a sua conta.

Quando a fatura ainda vem como compra internacional

Cobrança em real na etiqueta não é a mesma coisa que cobrança nacional na fatura. Quem processa o pagamento e em que país a transação é liquidada determinam se o seu banco vai tratar aquilo como compra internacional — e, se tratar, entra o IOF.

A alíquota vigente de IOF para compras internacionais no cartão é de 3,5%, unificada pelo Decreto nº 12.499/2025 e válida novamente desde 17 de julho de 2025 (consultado em 12/08/2026). Não é o 6,38% que muita gente ainda repete, que era a alíquota de outra época.

Como saber se isso se aplica a você: abra a fatura do cartão no mês em que a assinatura foi cobrada e procure por uma linha de IOF ou pela marcação de compra internacional junto ao lançamento do Linktree. Se não houver, o custo é exatamente o da etiqueta. Se houver, some 3,5% e o spread que o seu emissor aplicar.

Um cuidado a mais para quem já assinava antes: se a sua cobrança foi criada quando o preço era em dólar, ela pode continuar sendo processada assim até você mexer no plano. Vale conferir o valor exato debitado nos últimos três meses em vez de assumir que a etiqueta atual vale para a sua assinatura antiga.

A fórmula: como calcular o seu custo real em 12 meses

A fórmula é curta e serve para qualquer assinatura, brasileira ou de fora:

Custo anual = (mensalidade × 12) × (1 + IOF) + (faturamento anual × taxa por venda)

Entradas:

  • mensalidade — o valor que aparece na sua página de preços, no ciclo que você escolheu.
  • IOF — 0 se a fatura não marcar compra internacional; 0,035 se marcar.
  • faturamento anual — quanto você espera vender pela página em 12 meses. Zero, se você não vende nada por ali.
  • taxa por venda — o percentual da tabela acima, em decimal (0,12 para 12%, 0,09 para 9%).

O segundo termo é o que quase todo mundo esquece, e é o que costuma pesar mais do que a mensalidade inteira.

Simulação: três perfis, os mesmos números

Perfil 1 — só organiza links, não vende nada. Plano Pro mensal, sem IOF:

(42 × 12) × 1 = R$ 504,00 por ano

Com a fatura marcando compra internacional:

(42 × 12) × 1,035 = R$ 521,64 por ano

Perfil 2 — vende R$ 2.000 por mês (R$ 24.000 por ano) no plano Pro, com 9% de taxa:

(42 × 12) × 1 = R$ 504,00 de assinatura
24.000 × 0,09  = R$ 2.160,00 de taxa
Total          = R$ 2.664,00 por ano

Perfil 3 — mesmo faturamento, plano Premium, que zera a taxa da plataforma:

(123 × 12) × 1 = R$ 1.476,00 de assinatura
24.000 × 0     = R$ 0,00 de taxa
Total          = R$ 1.476,00 por ano

Repare no que a conta revela: quem vende de verdade paga menos assinando o plano mais caro. O Premium só compensa a partir do ponto em que 9% do seu faturamento passa a valer mais do que a diferença de mensalidade — no exemplo, isso acontece bem antes dos R$ 2.000 mensais.

Troque os três números pelos seus e a conta é sua. É isso que a fórmula existe para fazer.

A parte que continua em dólar: a taxa por venda

Aqui o câmbio volta com força. O recebimento das vendas do Linktree é processado pela Stripe, em dólar, e além do percentual da plataforma há a taxa do processador: 2,9% mais US$ 0,30 por compra nos ganhos diretos (produtos digitais e cursos). Nos ganhos de parceria — loja e links patrocinados —, a taxa do processador aparece como US$ 0,25 por saque. São duas tabelas distintas no mesmo artigo oficial, coletado em 12/08/2026, e o próprio artigo declara que todos os valores dele estão em dólar.

E existe um detalhe maior do que a taxa. A documentação oficial lista os países em que o recurso de venda direta (produtos digitais, agendamentos e cursos) está liberado — são 35, entre eles Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Japão e boa parte da União Europeia. O Brasil não está na lista. Os recursos de loja e links patrocinados, por sua vez, estão restritos a contas dos Estados Unidos.

Na prática, para uma conta brasileira, a coluna "taxa por venda" da tabela lá em cima é teórica: não existe venda paga a ser taxada, porque a venda paga não está habilitada. Quem quiser entender o tamanho desse buraco e as gambiarras que o pessoal usa para contorná-lo, o assunto está inteiro em Linktree com PIX: dá pra receber?.

Linktree x linkid: mesma função, cobrança diferente

ItemLinktreelinkid
Plano grátisR$ 0R$ 0
Plano pago de entradaR$ 22/mês (Starter)R$ 14,90/mês (Pro)
Plano pago mais caroR$ 123/mês (Premium)R$ 14,90/mês — não há plano acima
Desconto no anualStarter a R$ 15/mês, Pro a R$ 32/mês, Premium a R$ 94/mêsR$ 130,90 por ano (≈ R$ 10,91/mês)
Taxa por venda12% no Free, 9% no Starter e no Pro, 0% no Premium0% em qualquer plano
Venda paga liberada para conta do BrasilNão — Brasil fora da lista de países suportadosSim
RecebimentoStripe, em dólar, com 2,9% + US$ 0,30 por compraPIX direto na conta do vendedor
Cartão de visita digitalNão informado — o produto é uma página de links169 modelos de cartão

Dados do Linktree coletados em 12/08/2026 nas páginas oficiais de preços e de ajuda. Dados do linkid conforme a tabela de planos em vigor na mesma data. A comparação lado a lado, com o que cada um faz melhor, está em alternativa ao Linktree.

Quando vale pagar o Linktree mesmo assim

Nem toda comparação termina com "troque de ferramenta". Três situações em que o Linktree segue sendo a escolha mais sensata:

  1. Você não vende nada pela página. Se o objetivo é reunir redes, portfólio e um contato, o plano gratuito do Linktree resolve, é rápido de montar e o nome é reconhecido no mundo inteiro.
  2. Seu público é internacional. Se boa parte da sua audiência está fora do Brasil e paga em cartão, o PIX não te ajuda — e a integração com Stripe do Linktree faz mais sentido do que qualquer solução local.
  3. Você tem conta e operação em um dos países suportados. Aí a venda direta está liberada, e a discussão passa a ser só de percentual: 9% no Pro contra 0% no Premium.

Há ainda um quarto motivo, menos técnico e igualmente válido: reconhecimento. O endereço do Linktree é lido como legítimo em qualquer país, e para quem trabalha com marca pessoal em ambiente internacional isso tem valor real. Trocar por uma ferramenta desconhecida do público é um custo de confiança que precisa entrar na conta.

O que não entra na conta de ninguém, e deveria, é o custo de oportunidade. Se você vende R$ 2.000 por mês e cada venda passa pelo direct porque a página não cobra, o gargalo não é a mensalidade de R$ 42 — é o tempo que você gasta combinando pagamento por mensagem e o percentual de gente que desiste no caminho. Esse custo não aparece em fatura nenhuma, mas é o maior de todos.

Fora desses casos, o custo relevante deixa de ser a mensalidade e passa a ser o que você não consegue vender. Se você quer entender antes o terreno todo — o que é uma página de link na bio, o que colocar nela e como escolher ferramenta —, comece pelo guia completo de link na bio.

Perguntas frequentes

Em 12/08/2026, a página oficial de preços acessada do Brasil exibia os valores em real, com a moeda BRL declarada no próprio conteúdo da página: Starter a R$ 22, Pro a R$ 42 e Premium a R$ 123 por mês. Já o recebimento de vendas continua em dólar, via Stripe. Preço regionalizado muda sem aviso, então confira o valor que aparece na sua conta antes de assinar.

Serve pra divulgar, não pra cobrar. Além de o plano gratuito ter a maior taxa da tabela (12%), o recurso de venda paga do Linktree só está liberado em 35 países listados na central de ajuda deles, e o Brasil não está entre eles. Uma conta brasileira consegue distribuir arquivos digitais gratuitos, mas não vender por dentro da página.

Depende de como a cobrança chega ao seu cartão. Se o seu banco classificar o lançamento como compra internacional, incide o IOF de 3,5% em vigor desde 17/07/2025. Se não classificar, você paga só a etiqueta. A forma de descobrir é olhar a fatura do mês em que a assinatura foi cobrada e procurar a linha de IOF ao lado do lançamento.

Pela conta de 12 meses, o Premium. Nos planos Free, Starter e Pro, a plataforma retém de 9% a 12% de cada venda; no Premium, retém 0%. Com R$ 24.000 de faturamento anual, o Pro custaria R$ 2.664 no total contra R$ 1.476 do Premium. A ressalva é que essa conta só existe de fato em países onde a venda paga está habilitada.

Dá, mas é trabalho manual. Não existe exportação automática de uma plataforma para a outra: você recria os botões na ferramenta nova, atualiza o endereço na bio das suas redes e mantém a página antiga no ar por algumas semanas enquanto o público migra. Quem tem poucos botões faz isso em menos de dez minutos.

Comparado ao mercado brasileiro, sim: há ferramentas nacionais fazendo a mesma organização de links de graça — a Linkeira, conferida em 12/08/2026, não tem plano pago nenhum — e o linkid cobra R$ 14,90 por mês incluindo loja com checkout PIX e cartão de visita. Comparado ao mercado internacional, o Linktree está na média — o que pesa é pagar preço internacional sem receber a parte internacional do produto.

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