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Link na Bio Grátis de Verdade: Quem Não Pede Cartão de Crédito

Plano grátis de link na bio quase nunca pede cartão pra criar conta. O problema aparece depois: na hora de pagar, quase todas exigem cartão com função internacional habilitada, porque cobram em moeda estrangeira. A tabela mostra o que cada plano grátis libera e onde dá pra assinar pagando por PIX.

Quem procura "link na bio grátis sem cartão de crédito" normalmente já foi barrado uma vez. Vale separar dois momentos que costumam ser confundidos: criar a conta e pagar a conta. O cartão raramente atrapalha no primeiro. No segundo, atrapalha bastante.

Pra criar conta no plano gratuito, quase nunca. As ferramentas da categoria abrem conta com e-mail e senha, ou com login de rede social, e liberam a página na hora. O cartão volta a ser exigido no momento em que você quer qualquer coisa do plano pago — e é aí que aparece o problema real do público brasileiro: a maioria dessas ferramentas cobra em moeda estrangeira, e cartão em real sem função internacional habilitada é recusado. O contorno existe em ferramentas nacionais, que aceitam PIX na própria assinatura.

Por que isso trava quem não tem cartão internacional

Cartão de crédito com função internacional não é padrão no Brasil. Muita conta digital entrega cartão de débito, cartão pré-pago ou crédito só nacional. Quem tem crédito internacional às vezes tem a função desabilitada por padrão e nem sabe. E quem é MEI ou autônomo começando muitas vezes opera só com conta de pessoa física e PIX.

Nesse cenário, cobrança em moeda estrangeira cria quatro barreiras empilhadas:

  1. O cartão precisa existir e ter função internacional ativa. Sem isso, a transação é simplesmente recusada, sem explicação clara na tela.
  2. O valor da fatura muda todo mês, mesmo com o plano parado, porque acompanha o câmbio do dia da cobrança.
  3. Entra IOF se o banco classificar como compra internacional — alíquota de 3,5%, na redação vigente do artigo 15-B do Decreto nº 6.306/2007 dada pelo Decreto nº 12.499/2025. O próprio texto compilado registra que o tema está sob discussão no Supremo Tribunal Federal, então vale reconferir antes de fazer conta grande em cima disso.
  4. Não há documento fiscal brasileiro pra lançar como despesa do negócio.

E existe o efeito espelhado, que é o mais caro de todos: se a ferramenta cobra do seu cliente em cartão internacional, o seu cliente enfrenta as mesmas quatro barreiras na hora de comprar de você. A pessoa que não tem cartão internacional pra assinar também não tem pra comprar. É o assunto de Linktree com PIX: dá pra receber?.

Como conferimos cada ferramenta — e onde paramos (com data)

Transparência sobre o método, porque ele define o que a tabela pode e não pode afirmar. Em 12/08/2026:

  1. Abrimos a página oficial de preços de cada ferramenta e registramos moeda, valor e ciclo de cobrança.
  2. Procuramos, no texto da própria página oficial, a declaração explícita de que o plano grátis não exige cartão — a frase "no credit card required" ou equivalente em português. Só contamos como confirmado quando a frase está lá, escrita pela própria empresa.
  3. Consultamos a central de ajuda oficial de cada uma pra taxa por venda e restrições de país.
  4. Onde a empresa não declara nada sobre cartão, a célula diz "não declarado". Não abrimos conta em nenhuma plataforma pra testar, e não vamos afirmar o que não vimos escrito — chute sobre cobrança é o tipo de erro que faz alguém perder dinheiro.

A linha do linkid é a única descrita a partir da tela do próprio produto, campo por campo, e você encontra essa descrição no fim deste artigo.

Um dado que sempre dá pra afirmar, e que resolve a dúvida na prática mesmo quando a coluna do cadastro está vazia: a moeda de cobrança do plano pago. Ferramenta que cobra em dólar ou euro vai exigir cartão com função internacional habilitada no dia em que você quiser assinar, tenha ela pedido cartão no cadastro ou não.

Tabela: quem pede cartão e quem não pede

FerramentaTem plano grátis?Declara que o grátis não exige cartãoMoeda do plano pagoDá pra assinar sem cartão
linkidSim, R$ 0Não há campo de cartão no cadastro (verificado na tela)Real: R$ 14,90/mêsSim, pagando por PIX
LynkdoSim, US$ 0Sim — "Nenhum cartão de crédito necessário"Dólar: US$ 5 a US$ 35/mêsNão informado
SendPulseSim, R$ 0Sim — "Dispensa cartão de crédito"Real (valores exibidos em BRL, com o preço baixo exigindo contrato de 2 anos)Não — aceita Visa, Mastercard e PayPal
Linkora.bioSim, € 0Sim — "No credit card required"Euro: € 9 a € 19/mêsNão informado
LinktreeSim, R$ 0Não declaradoReal: R$ 22 a R$ 123/mêsNão informado
BeaconsSim, US$ 0 ("Free forever")Não declaradoDólar: US$ 10 a US$ 90/mêsNão informado
MetricoolSim, € 0 / US$ 0Não declaradoEuro e dólarNão informado
Stan StoreNão — só teste de 14 diasNão se aplicaDólar: US$ 29 ou US$ 99/mêsNão informado
bio.linkNão informadoNão informadoNão informadoNão informado

Coletado em 12/08/2026 nas páginas oficiais de preços de cada ferramenta. As frases entre aspas são citação literal do texto publicado por elas, na versão em português da página quando ela existe — no SendPulse, a frase aparece no bloco de cadastro gratuito do menu do site e vale para a plataforma inteira, não só para o construtor de sites. Os valores do SendPulse vêm da aba de dois anos, que é a que a página abre por padrão. As células do bio.link estão vazias porque o site respondeu com bloqueio de verificação e não entregou nenhuma página; preferimos deixar em branco a estimar.

Três leituras que a tabela permite:

  • Criar conta grátis quase nunca é o problema. Três ferramentas declaram por escrito que não pedem cartão, no linkid dá pra verificar na própria tela de cadastro que o campo não existe, e nas demais nada indica o contrário — só não está escrito.
  • O problema é a moeda do plano pago. Cinco das nove cobram em dólar ou euro. Nessas, o dia em que você quiser sair do grátis vai exigir um cartão com função internacional habilitada, que boa parte do público brasileiro não tem.
  • Stan Store é o único sem plano gratuito. O texto oficial diz que existe um teste de 14 dias, não um plano grátis, e que depois é preciso assinar pra continuar usando. Sem gratuito, não existe "usar sem pagar".

O que o plano grátis de cada uma realmente libera

Plano grátis não é uma coisa só. Vale entender o que cada um entrega antes de decidir, porque o limite muda completamente a utilidade:

FerramentaO que o grátis liberaTaxa sobre venda no grátis
linkidLinks ilimitados, cerca de 25 modelos de cartão, 1 produto na loja com checkout PIX, redes e localização. Marca no rodapé.0%
LinktreeLinks básicos ilimitados e estatísticas básicas. O card do plano é rotulado, na própria página, como "Free with restrictions".12% (e a venda paga não está liberada para conta do Brasil)
BeaconsLink na bio personalizável, produtos digitais ilimitados, 50 e-mails por mês, 30 créditos diários de recursos automáticos, mídia kit com atualização semanal9%
Lynkdo5 produtos, 10 links, 500 MB de armazenamento, todos os temas e fontes, QR code com logo8%
SendPulse1 página de bio link, 10.000 visualizações por mês, 250 MB. Sem domínio próprio, sem aceitar pagamentos e com a marca da ferramenta na página.Não informado
Metricool1 marca, links ilimitados no recurso de link na bio, 20 posts agendados por mês, 30 dias de históricoNão se aplica — não vende produtos
Linkora.bio1 página, links ilimitados, gerador de QR code, temas básicos e estatísticas básicasNão se aplica — não vende produtos
Stan StoreNão tem plano gratuito — só teste de 14 dias0% de taxa de transação nos planos pagos

Coletado em 12/08/2026 nas páginas oficiais. A conta de quanto cada percentual custa por ano, com fórmula aberta, está em quanto cada plataforma cobra por venda.

Note o padrão: os planos gratuitos mais generosos em venda são justamente os que retêm percentual, e os que não retêm percentual limitam quantidade. Não existe almoço grátis; existe escolha de qual conta pagar. Pra quem não vende nada, o percentual é irrelevante e o grátis generoso ganha. Pra quem vende, o percentual é a conta mais cara da mesa.

Armadilhas do "grátis" que vira pago sem avisar

Cinco padrões que aparecem em ferramenta de qualquer categoria e que valem conferir antes de investir tempo montando a página:

Teste grátis disfarçado de plano grátis. A palavra na tela é "grátis", mas o texto miúdo diz 7 ou 14 dias. Depois do prazo, ou você paga ou perde acesso. A pista está sempre na presença de um campo de cartão no cadastro: plano gratuito de verdade não precisa do seu cartão.

Renovação automática silenciosa. Assinatura anual que renova sozinha sem aviso prévio por e-mail. O sinal de honestidade é a ferramenta avisar antes de cobrar — e permitir cancelar sem conversar com ninguém.

Recurso que some depois. Você monta tudo no grátis e descobre que uma parte era demonstração temporária. Vale conferir a lista oficial de recursos por plano antes de montar, não depois.

Cobrança por consumo além da mensalidade. Comum em ferramenta com envio de e-mail ou confirmação automática de pagamento. Não é desonesto quando declarado, mas surpreende quem não leu.

Percentual sobre venda como "grátis". Tecnicamente correto: você não paga mensalidade. Mas se a plataforma fica com 9% de tudo que você vende, o plano gratuito pode ser a opção mais cara que existe pra você. A conta está a três parágrafos daqui.

Como criar sua página sem cartão nenhum

O caminho completo no linkid, campo por campo, pra você saber exatamente o que vai aparecer na tela.

A tela de cadastro tem, no topo, o botão Cadastrar com Google, um separador escrito "ou", e abaixo o formulário com três campos:

  • Nome da sua página — com a dica "Será o nome público que seus clientes veem" logo abaixo.
  • Seu e-mail
  • Senha — com mínimo de 8 caracteres e um ícone de olho pra mostrar ou ocultar o que você digitou.

Fecha com o botão Criar conta grátis e a linha de termos. Não existe campo de cartão de crédito nessa tela, nem em nenhuma etapa seguinte do cadastro. Se a confirmação por e-mail estiver ativa, aparece a mensagem "Confirme seu e-mail — enviamos um link pra confirmar sua conta e entrar".

A tela seguinte é a de boas-vindas, com o título "Bem-vindo ao linkid.me!" e um formulário só, com dois campos: Nome e Seu nome de usuário (link público). O segundo já vem com o prefixo linkid.me/ fixo do lado esquerdo e mostra Disponível, com marca verde, enquanto você digita — ou marca em vermelho se o nome estiver ocupado. Embaixo, a linha "Sua URL pública será: linkid.me/seu-nome" atualiza junto. O botão Criar minha página → publica a página na hora.

Daí em diante você está no painel, com a página no ar e sem ter informado nenhum dado de pagamento. Adicionar botões, escolher modelo de cartão, subir foto e cadastrar redes acontece tudo dentro de Sua página, nas abas Links, Aparência e Perfil — o passo a passo detalhado está em como criar um cartão de visita digital.

E se um dia você quiser o plano pago, também não precisa de cartão: na tela de assinatura, o botão principal é Pagar R$ 14,90 com PIX, e o de cartão fica como segunda opção, marcado como "Cartão (renova automático)". O formulário pede nome completo e CPF ou CNPJ pra emitir a cobrança — não pede dado de cartão pra quem escolhe PIX.

Se você quer entender antes o que colocar na página e como estruturá-la, comece pelo guia completo de link na bio. E pra montar a sua agora, sem cartão, o caminho é linkid.me.

Perguntas frequentes

Existe, com a ressalva de que todo plano gratuito tem um limite em algum lugar — quantidade, recurso, marca da ferramenta na página ou percentual sobre venda. Das nove ferramentas conferidas em 12/08/2026, sete têm plano gratuito sem prazo confirmado na página oficial; uma não tem plano grátis nenhum (Stan Store) e uma não abriu a página para conferirmos (bio.link). O linkid mantém a página no ar sem prazo, com links ilimitados e um produto na loja com checkout PIX, deixando a marca no rodapé como contrapartida. O único sem plano grátis é o Stan Store, que oferece apenas teste de 14 dias.

Nas ferramentas brasileiras, geralmente sim. No linkid, a tela de assinatura tem como botão principal 'Pagar R$ 14,90 com PIX' e pede apenas nome completo e CPF ou CNPJ para emitir a cobrança; o cartão fica como segunda opção, para quem quer renovação automática. Nas ferramentas que cobram em dólar, o cartão com função internacional habilitada é o caminho padrão.

Porque cobram em moeda estrangeira. Um cartão de crédito brasileiro sem função internacional habilitada é recusado nessas transações, e mesmo quando aprovado o valor da fatura varia com o câmbio do dia. Se o seu banco classificar o lançamento como compra internacional, ainda incide IOF de 3,5%, alíquota vigente desde 17/07/2025 pelo Decreto nº 12.499/2025.

Olhe se o cadastro pede cartão de crédito. Plano gratuito de verdade não precisa do seu meio de pagamento, porque não existe cobrança prevista. Se a tela pede cartão logo no começo, é quase sempre teste com prazo — confira o texto miúdo procurando por 7, 14 ou 30 dias, e por 'renova automaticamente'.

Depende do limite de cada um. No linkid, o gratuito permite um produto na loja com checkout PIX e sem taxa, o que já resolve pra quem vende um item ou cobra um serviço só. Beacons e Lynkdo liberam a venda no gratuito, mas retêm 9% e 8% de cada venda e processam por cartão internacional. No Linktree, a venda paga não está liberada para conta brasileira: o artigo oficial de taxas declara que Linktree Shops e Sponsored Links são exclusivos dos Estados Unidos.

Não. O cadastro pede e-mail e senha, e nenhuma das ferramentas exige CNPJ para criar a página. Para receber pagamento por PIX, basta uma chave vinculada ao seu CPF — inclusive uma chave aleatória, se você não quiser expor documento nem telefone. O que muda quando você formaliza está em outro artigo do blog, sobre loja no link da bio sem CNPJ.

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